terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O FORO DE SÃO PAULO E A SEGURANÇA PÚBLICA

Fundado em 1990 pelo Ex-Presidente Lula e por Fidel Castro, o Foro de São Paulo é uma organização que reúne partidos e outras entidades da América-latina e Caribe, de cunho ideológico de esquerda, apoiando-se mutuamente, cuja finalidade é a implementação do Socialismo na região, como uma espécie de compensação, devido à perda do Leste Europeu ocorrida com a queda do Muro de Berlim em 1989, quando aquelas nações sob a influência da Ex-URSS, abandonaram o comunismo.
 
O Foro de São Paulo não evidencia um projeto de tomada do poder mediante o Marxismo-leninismo, isto é, mediante uma revolução armada, entretanto para um observador mais atento, pode-se constatar um projeto de poder em marcha na América-latina baseado nos ensinos de Antônio Gramsci, filósofo Italiano, falecido em 1937, cuja estratégia para a tomado do poder em países com democracias e economias relativamente consolidadas e estáveis não poderia se dar pela força, mas de forma gradual, respeitando-se a Constituição e as leis, manipulando-se as consciências, massificando a sociedade com propagandas subliminares, criando-se uma "mentalidade uniforme", fazendo com que a sociedade acreditasse que certas medidas são corretas e justas, reduzindo assim, ao máximo, qualquer resistência ao projeto de tomada de poder e a implementação do Socialismo.
 
Segundo Gramsci, as ideias e diretrizes seriam indicadas pelo intelectual coletivo, no caso os partidos de esquerda, e disseminadas pelos chamados intelectuais orgânicos, ou seja, os formadores de opinião, tais como professores universitários e jornalistas, com o escopo dessas ideias chegarem às massas em geral, conduzindo assim a sociedade a pensar de forma uniforme, impondo-se o chamado "politicamente correto", atuando sistematicamente para enfraquecer a todos os reais opositores, razão pela qual assistimos quotidianamente os discursos de ódio a tudo o que é militar, seja a Polícia ou as Forças Armadas, bem como a implementação do desarmamento da população, o apoio ao Aborto, ao Movimento Gay e a caracterização pejorativa de que a Direita é "coisa de torturador, reacionário, racistas e contrários ao povo".
 
Quando se vê na primeira página dos jornais e revistas, na mídia em geral, manchetes incentivando o movimento gay, atacando a Polícia Militar e as Forças Armadas, de forma "uniforme", em todos os meios de comunicação, saiba que isso não é mero acaso, mas são ações fundamentadas nas doutrinas de Antônio Gramsci, tendo como principal cortina de fumaça a defesa dos direitos humanos, cujo Plano Nacional de Direitos Humanos brasileiro não surgiu por acaso no Foro de São Paulo, portanto aqueles que estão preocupados com a grave questão da segurança pública no Brasil e na América-Latina, devem saber que há em marcha um projeto de tomada de poder na região para a implementação do socialismo, extinguindo-se em seguida o cristianismo bíblico, as liberdades civis, políticas e econômicas.
 
MELQUISEDEC NASCIMENTO - CAP PM

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A GERAÇÃO Y NA PM

O que se denomina Geração Y é a nascida após 1980. É caracterizada pela familiaridade e pelo uso intensivo de dispositivos móveis de comunicação em tempo real. A Polícia Militar é composta de pessoas extraídas da sociedade; por conseguinte, seria pura inocência julgar que muitas das atitudes relacionadas à Geração Y não ocorreriam dentro da corporação, razão pela qual muitas vezes vemos nas redes sociais atos não condizentes com o militarismo, vindo muitos desses jovens policiais a ser responsabilizados disciplinarmente por feitos que eles julgam normais. Porém, a PM considera inapropriados aos membros da corporação.

A Geração Y é hoje referência para as gerações anteriores por dominar os aparatos tecnológicos. Fora da Polícia Militar, tal admiração acaba por criar uma certa expectativa de que toda pessoa da Geração Y seria capaz de ter uma ideia genial e se tornar milionária, conforme ocorreu com Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Entretanto, na Polícia Militar ainda há uma forte reação à Geração Y, caracterizada por um conservadorismo em relação a se permitir maior liberdade de criação e de inovação a esses jovens integrantes. Na PM, a prioridade é o respeito aos dois fundamentos basilares do militarismo: A hierarquia e a disciplina, o que sufoca a capacidade de inovação dos policiais da Geração Y. 

Pesquisa realizada pela Cia de Talentos, agência de recrutamento, em parceria com a Nextview People, empresa de pesquisas em gestão e desenvolvimento de pessoas, aponta que ter um negócio próprio já faz parte dos sonhos de 56% dos brasileiros jovens, e 51% deles pretendem empreender em até seis anos. Ora, diante desses números, vemos com preocupação o fato de que um jovem da Geração Y que ingressa na Polícia Militar como soldado deve esperar seis anos para ser promovido a cabo, haja vista que a PM privilegia a promoção por antiguidade, e não por mérito, o que demonstra um conflito de expectativas. Esperar, ou seja, ficar parado para receber uma promoção não é um atributo da Geração Y, muito menos esperar todo esse tempo para ascender apenas à graduação de cabo.

MELQUISEDEC NASCIMENTO - CAP PM

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O DIA

A VIOLÊNCIA E O ESVAZIAMENTO DOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL

Uma recente pesquisa do IBOPE/LANCE! revelou que 90% dos brasileiros não costumam frequentar os estádios de futebol. Trata-se de um número estarrecedor, haja vista o Brasil ser considerado o País do futebol. Inúmeros motivos foram elencadas pelos entrevistados para não frequentarem os estádios, entre os quais a violência(34,5%), a distância(27%) e o preço dos ingressos(17%).

A pesquisa também revelou que o costume de ir aos estádios de futebol é mais comum entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos, enquanto que os torcedores com renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos, são os que menos frequentam os estádios, apesar de todo o trabalho de incentivo ao programa sócio-torcedor, cuja finalidade é conceder descontos em torno de 50% nos preços dos ingressos, aos torcedores que se comprometam a pagar R$ 30, em média, de mensalidade ao seu clube de coração, portanto é patente que os altíssimos preços dos ingressos estão fora da realidade do poder aquisitivo dos brasileiros, cabendo aos envolvidos no processo de gestão esportiva rever a atual política de preços.

Em relação à distância como motivo para afastar o torcedor dos estádios, podemos concluir que não é a distância em si, mas o transporte, na verdade, a locomoção que é o principal problema. Há que se buscar soluções para melhorar o transporte não só o público, no caso, os ônibus, mas também os de massa nos dias de jogos, incentivando assim o torcedor a utilizar o metrô e os trens, estes sim transportes de massa, sendo necessário um verdadeiro choque de gestão da qualidade nesses serviços, a fim de estimular o seu uso nos dias de jogos.

Finalizando, há que se tomar medidas contundentes para prover efetiva segurança aos torcedores nos estádios de futebol, pois a violência é o principal fator de esvaziamento dos estádios, conforme revelou a supracitada pesquisa, cabendo, portanto, às autoridades da área de segurança pública, em conjunto com os gestores do futebol buscarem soluções para trazer de volta a sensação de segurança aos torcedores, aumentando assim a presença do público nos estádios, pois ter apenas 10% da população frequentando os estádios, desautoriza o Brasil ser considerado o país do futebol.

MELQUISEDEC NASCIMENTO - CAP PM

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O DIA

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O EIXO IRÃ-CUBA-VENEZUELA

É cada vez mais patente a presença de grupos fundamentalistas islâmicos na América-latina, pondo em alerta os serviços de inteligência da região, bem como os dos Estados Unidos e de Israel. Segundo relatórios de inteligência, a Venezuela e Cuba  têm sido palco de atuação de fundamentalistas que estariam utilizando inclusive mesquitas para atuarem junto às comunidades muçulmanas, a fim de recrutar fiéis para sua causa jihadista.
 
Conforme revelou a articulista Mary Anastasia O'Grady, em um artigo no The New York Times, vários fundamentalistas muçulmanos, utilizando-se de Cuba, conseguiram obter documentos, passando a ostentar novas identidades. Ademais, o Irã tem aumentado sua influência na região, desenvolvendo sua presença militar mediante acordos de parceria na área de defesa, como por exemplo com a Venezuela, destacando-se a produção de veículos não tripulados.
 
Segundo informes do Canadá on Guard, Suleiman Ghandi Abdul Waked, um importante membro do grupo terrorista libanês Hezbollah, obteve nova identidade na Venezuela, e que o terrorista "estaria introduzindo militantes muçulmanos na Venezuela e países vizinhos, bem como obtendo fundos e os enviando ao oriente médio."
 
Diante desse quadro preocupante, o Brasil deve ficar atento não só ao que vem ocorrendo nesses países, mas também na imensa quantidade de estrangeiros que entraram em nosso território para assistir à Copa do Mundo e que aqui permaneceram. Será que os serviços de inteligência brasileiros estão atentos a esses estrangeiros e ao eixo Irã-Cuba-Venezuela?
 
MELQUISEDEC NASCIMENTO


 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O CAFÉ FILOSÓFICO DO COMANDANTE GERAL DA PMERJ

Uma matéria do jornal O Globo de hoje(14), intitulada "Filosofia numa hora dessas....", informa que o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de janeiro(PMERJ), Cel Íbis Silva Pereira, "surpreendeu a tropa ontem ao convidar o Coronel Frederico Caldas, Coordenador das UPPs, e todos os 38 comandantes de UPPs para um Café Filosófico".
 
O jornalista que assina a matéria, Antônio Werneck, acertou em cheio ao dizer que o Coronel Íbis "surpreendeu a tropa", porém quero acrescentar que o Comandante Geral da PMERJ surpreendeu também o próprio jornal O Globo, pois segundo a Charge que ilustra a matéria, bem como seu título, parecem nos fazer crer que filosofar, isto é, ser um amigo do conhecimento, da sabedoria, não seria "coisa de PM". Sim, o Cel Íbis surpreendeu a todos ao iniciar um processo de valorização do conhecimento no exercício da atividade Policial-Militar, inclusive convidando seus subordinados, em vez de convocá-los.
 
O Café Filosófico nada tem de inusitado, na verdade ele é chamado nas grandes corporações privadas de "Café com o Presidente", quando o nível estratégico das Organizações procura monitorar diretamente em que patamar estão a percepção, a satisfação e a motivação de seus "colaboradores", ou seja, seus empregados. O fato das grandes organizações denominarem hodiernamente seus empregados de "colaboradores", deixa patente uma visão da necessidade da valorização do ser humano, portanto o que o Cel Íbis está fazendo, nada mais é do que implementar na PMERJ um modelo de gerenciamento estratégico já utilizado nas grandes organizações, a fim de monitorar o chamado Clima Organizacional da Corporação, a fim de tomar decisões estratégicas.
 
Trata-se de uma iniciativa que visa dar os primeiros passos para mudar a cultura organizacional da PMERJ, caracterizada pelo tripé "tiro, porrada e bomba", tão criticado pela imprensa e sociedade, para a cultura do conhecimento, do aprimoramento técnico-profissional contínuo, da devida valorização do cidadão e do ser humano Policial Militar, com o escopo de despertar a necessidade do diálogo dentro da Corporação, bem como de preparar o Policial Militar para saber ouvir, dialogar e agir somente dentro da lei, quando do trato com o cidadão, portanto há que se lamentar a forma jocosa com que o "café filosófico" foi divulgado pelo jornal O Globo, manifestando um preconceito inaceitável, dando a entender que ser amigo do conhecimento não seria coisa de PM.
 
Quando a alusiva matéria jornalística salienta " Filosofia numa hora dessas", nos leva à seguinte questão: Quando seria então o momento exato para termos uma Polícia inteligente? Quando, então, seria o momento exato para implementarmos na Corporação os conceitos da moderna administração, característicos da sociedade do conhecimento? Conhecimentos, Habilidades e Atitudes não seriam "coisas de PM"? Afinal, qual é a Polícia Militar que a sociedade e a imprensa deseja?
 
MELQUISEDEC NASCIMENTO - CAP PM
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES AUXILIARES E EXPECIALISTAS


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A IMINENTE REFORMA DA PM


A reforma da segurança pública tem sido debatida exaustivamente pelo meio acadêmico, bem como pelos especialistas no assunto, todos procurando soluções para melhorar a vida em  sociedade, a fim de que o cidadão viva o mais seguro possível, chegando os próprios líderes da Polícia Militar à conclusão de que uma reforma é necessária e urgente, sim, sendo o investimento no próprio Policial Militar o caminho para essa mudança.
 
Conforme a moderna ciência da administração tem ensinado, desde os anos 1990, ocorreu uma profunda mudança na sociedade, resultado do fenômeno da Globalização, caracterizado pelo uso intensivo da tecnologia, a qual rompeu barreiras, aproximou as pessoas, disponibilizou o conhecimento a todos, através da internet, em um processo de mudança tão acelerado que as reivindicações da sociedade estão no nível do tempo real, com o uso intensivo das redes sociais, quando os cidadãos expressam suas insatisfações, entre outras, com os serviços prestados pela Polícia Militar.
 
Diante desse quadro, a Polícia Militar precisa passar urgentemente por uma transformação estrutural, a qual só poderá ocorrer se o conhecimento for a pedra angular, ou seja, a Corporação precisa reconhecer que hoje o principal ativo das grandes organizações é o conhecimento, que a moderna economia tem no conhecimento seu principal recurso, portanto na hodierna sociedade, privilegia-se o conhecimento, não havendo mais espaço para a promoção por antiguidade,  a qual deve ser reduzida ao patamar mínimo.
 
Urge implementar um forte processo de Educação Corporativa na Polícia Militar, reformulando o modelo atual, baseado ainda na "decoreba", quando o aluno estuda para passar e depois de um mês, já esqueceu tudo. Há que se impulsionar o uso contínuo da instrução, bem como a utilização massificada do  e-learning e até mesmo do mobile e-learning. Não há mais como ter oficiais na Polícia Militar sem possuir a devida capacidade para planejar, organizar, liderar e controlar, tampouco praças sem o mínimo de conhecimento técnico-profissional!
 
Basta de promoções por antiguidade, que esmorecem o policial militar em estudar e se qualificar para o exercício do serviço policial-militar. A sociedade clama por profissionais mais qualificados, preparados adequadamente para servir e proteger, sendo a educação corporativa essencial nesse processo. Deve-se reformular a legislação para que a Corporação tenha uma só forma de ingresso e que todos tenham a mesma oportunidade de chegar ao posto máximo, desde que exclusivamente pelo mérito, não no sentido de fidelidade ao chefe, mas da contínua e persistente qualificação, só sendo promovidos mediante concursos internos, valorizando-se assim os mais capacitados e os mais comprometidos com a instituição.
 
O modelo atual de promoções na Polícia Militar está com os dias contados, ou seja aquele profissional que fica anos parado, sem estudar, apenas esperando uma promoção, ficará no passado, abrindo-se espaços para todos aqueles policiais militares que não têm receio de disputar uma vaga, com quem quer que seja, portanto o Policial Militar que emergirá dessa reforma será aquele que se dedica constantemente ao aprimoramento profissional, isto é, ao verdadeiro PM da sociedade do conhecimento.
 
MELQUISEDEC NASCIMENTO - CAP PM
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES AUXILIARES E ESPECIALISTAS 
 
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

BRASIL E VENEZUELA, A CADA DIA MAIS PARECIDOS


Após as eleições, verificou-se um Brasil dividido, e se levarmos em consideração os votos  da oposição, somados aos dos que não foram às urnas, constata-se que os votos dados à presidente Dilma foram inferiores à metade do eleitorado brasileiro, portanto temos sim um Brasil divido, sendo também perceptível  que o nosso país fica a cada dia mais parecido com a Venezuela, país que após suas últimas eleições, desde os primeiros tempos do Ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, também saía das urnas com números semelhantes aos que deram à reeleição à presidente Dilma, inclusive com fortes suspeitas de fraudes eleitorais.
 
Recentemente o Presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, parabenizou Dilma pela reeleição e em um  discurso carregado de ideologia antiliberal, quando também aproveitou para afirmar que a vitória de Dilma seria mais um passo no processo de implementação da "Revolução Bolivariana" na América do Sul, portanto salta à vista que a Venezuela, a Bolívia e o Equador, países seguidores do "bolivarianismo", vêem o Brasil como aliado nesse processo.
 
Olhando para a Venezuela vemos um país em forte crise social, política e econômica, um país com  restrições à imprensa e às liberdades democráticas, com falta de produtos básicos, afugentando os investidores, com inflação anualizada em mais de 60%  e outros péssimos indicadores econômicos, cujas similaridades com o Brasil começam a assustar, haja vista estarmos com inflação crescente, a taxa de investimento em queda há anos, os juros subindo, a fim de conter a inflação, e o sinal mais contundente: O iminente início dos enfrentamentos nas ruas entre petistas e antipetistas.
 
Na Venezuela, pode-se observar os "Bolivarianos" e os Liberais se digladiando nas ruas, além dos embates mútuos nas redes sociais, em uma espiral de conflitos que vem resultando inclusive em agressões físicas e mortes nas ruas de Caracas, fatos que servem para confirmar que a cada dia o Brasil se parece mais com a Venezuela, bastando notar que os antipetistas  já estão nas ruas do Brasil reivindicando o impeachment de Dilma e os petistas, também nas ruas, agora querem uma nova Assembleia Nacional Constituinte, além dos alarmantes plebiscitos sobre itens das reformas políticas e econômicas, portanto há que se reconhecer esse estado de atenção e agir, a fim de preservarmos as liberdades democráticas e econômicas dos brasileiros.
 
MELQUISEDEC NASCIMENTO - CAP PM
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES AUXILIARES E ESPECIALISTAS