segunda-feira, 6 de julho de 2015

O BRASIL NO CAMINHO DA GRÉCIA

Espremido entre os servidores públicos, ávidos de gratificações, promoções por tempo de serviço e menos horas de trabalho, bem como por um povo que anseia cada vez mais por direitos, inclusive tarifa zero nos ônibus, os empresários são cada vez mais extorquidos em impostos e obrigações.

Acabei de passar em frente a uma secretaria de ação social, onde perbebi em uma enorme fila, mais da metade com seus celulares à vista e quase todos com roupas de marca, dando inclusive para ouvir uma mulher dizer:" tem que por mais gente pra atenter a gente", ou seja, mais gasto público para dar mais benefícios de graça.

Em uma cultura onde se vê um vendedor como alguém que está passando necessidade, pois o "cara" é o que vive de um emprego público, seja concursado ou nomeado politicamente, o Brasil caminha para a quebradeira, pois dinheiro não nasce em árvore, o empresário é quem produz riqueza.

Ficar em mesas de debates ou nas redes sociais falando contra a corrupção não produz riqueza, servidor público trabalhando cerca de trinta horas semanais, com o filho só ficando doente, o carro quebrando ou fazendo sua declaração do Imposto de renda só no dia do trabalho também não produz riqueza.

Um povo que se faz de vítima, que prefere o futebol, o funk e a cerveja, que não corre atrás, mas só quer ôilnibus de graça, meia entrada em tudo, também não gera riqueza.

Com políticos que não têm coragem de dizer o que escrevo, porque seria suicídio político, o Brasil caminha para a quebradeira, pois com servidores se aposentando no nível de gerente e os empresários cada vez mais investindo menos, caminhamos a passos largos no caminho da Grécia, para a quebra da previdência, mai desemprego e conflitos sociais nas ruas! 

Melquisedec Nascimento

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A VIOLÊNCIA E O ESVAZIAMENTO DOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL

Uma recente pesquisa do IBOPE/LANCE! revelou que 90% dos brasileiros não costumam frequentar os estádios de futebol. Trata-se de um número estarrecedor, haja vista o Brasil ser considerado o País do futebol. Inúmeros motivos foram elencadas pelos entrevistados para não frequentarem os estádios, entre os quais a violência(34,5%), a distância(27%) e o preço dos ingressos(17%).

A pesquisa também revelou que o costume de ir aos estádios de futebol é mais comum entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos, enquanto que os torcedores com renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos, são os que menos frequentam os estádios, apesar de todo o trabalho de incentivo ao programa sócio-torcedor, cuja finalidade é conceder descontos em torno de 50% nos preços dos ingressos, aos torcedores que se comprometam a pagar R$ 30, em média, de mensalidade ao seu clube de coração, portanto é patente que os altíssimos preços dos ingressos estão fora da realidade do poder aquisitivo dos brasileiros, cabendo aos envolvidos no processo de gestão esportiva rever a atual política de preços.

Em relação à distância como motivo para afastar o torcedor dos estádios, podemos concluir que não é a distância em si, mas o transporte, na verdade, a locomoção que é o principal problema. Há que se buscar soluções para melhorar o transporte não só o público, no caso, os ônibus, mas também os de massa nos dias de jogos, incentivando assim o torcedor a utilizar o metrô e os trens, estes sim transportes de massa, sendo necessário um verdadeiro choque de gestão da qualidade nesses serviços, a fim de estimular o seu uso nos dias de jogos.

Finalizando, há que se tomar medidas contundentes para prover efetiva segurança aos torcedores nos estádios de futebol, pois a violência é o principal fator de esvaziamento dos estádios, conforme revelou a supracitada pesquisa, cabendo, portanto, às autoridades da área de segurança pública, em conjunto com os gestores do futebol buscarem soluções para trazer de volta a sensação de segurança aos torcedores, aumentando assim a presença do público nos estádios, pois ter apenas 10% da população frequentando os estádios, desautoriza o Brasil ser considerado o país do futebol.

MELQUISEDEC NASCIMENTO
CAPITÃO DA PMERJ
SÓCIO-PROPRIETÁRIO DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB

Artigo publicado no jornal O DIA

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A PM DO CONHECIMENTO


A Polícia Militar precisa passar urgentemente por uma transformação estrutural, e só o conhecimento é capaz de empreendê-la. A corporação precisa reconhecer que hoje o principal ativo das grandes organizações é o conhecimento, não havendo mais espaço para a promoção por antiguidade.
Urge implementar forte processo de Educação Corporativa na PM, reformulando o modelo atual, baseado ainda na ‘decoreba’, quando o aluno estuda para passar e, depois de um mês, já esqueceu tudo. Há que se impulsionar o uso contínuo da instrução, bem como a utilização massificada do e-learning e até mesmo do mobile e-learning. Não há mais como ter oficiais sem a devida capacidade para planejar, organizar, liderar e controlar, tampouco praças sem o mínimo de conhecimento técnico-profissional.
Basta de promoções por antiguidade, que não incentivam o PM a estudar e a se qualificar. A sociedade clama por profissionais mais bem preparados para servir e proteger, e a educação corporativa é essencial nesse processo.
Deve-se reformular a legislação para que a corporação tenha uma só forma de ingresso e que todos tenham a mesma oportunidade de chegar ao posto máximo, desde que exclusivamente pelo mérito — não no sentido de fidelidade ao chefe, mas da contínua e persistente qualificação, só sendo promovidos mediante concursos internos. Valorizam-se, assim, os mais capacitados e os mais comprometidos.
O modelo atual de promoções na PM está com os dias contados. Aquele profissional que fica anos parado, sem estudar, apenas esperando subir de posto, ficará no passado, abrindo-se espaços para todos aqueles que não têm receio de disputar uma vaga, com quem quer que seja.
O policial militar que emergirá dessa reforma será aquele que se dedica constantemente ao aprimoramento profissional, isto é, ao verdadeiro PM da sociedade do conhecimento.

MELQUISEDEC NASCIMENTO
CAPITÃO DA PMERJ
SÓCIO-PROPRIETÁRIO DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB
Artigo publicado no jornal O Dia

domingo, 4 de janeiro de 2015

DEPUTADO E PASTOR MARCO FELICIANO FALA SOBRE A LEI 7716/89

Pode parecer absurdo que em momentos que nosso País desfruta da mais duradoura democracia de nossa história, com total liberdade de manifestação, registremos casos de flagrante perseguição religiosa, totalmente na contramão do aprimoramento das instituições com respeito a todas correntes de pensamentos.
 
Quanto à Igreja como Instituição, relembrando Palavras de Jesus “Esta é a minha Igreja e o inferno não prevalecerá sobre Ela”, estou tranquilo, mas Ele deixou implícito quando ressuscitou Lázaro que o que compete ao homem devemos fazer, portanto lutemos para denunciar e reprimir esses abusos, que deturpam a interpretação da lei para manifestar esse nefando comportamento em relação aos Cristãos Evangélicos.
 
Vamos aos fatos: o Pastor Melquisedec Nascimento, também Capitão da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, está sendo processado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro porque teria infringido a Lei 7716/89 que trata de preconceitos, entre outros, o religioso, por ter afirmado a um Cidadão que professa a fé Muçulmana, “só há um caminho para a salvação Jesus Cristo”, o qual disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”, e que um muçulmano não pode participar de qualquer movimento brasileiro Cristão, seja político ou religioso, salvo se aceitar a fé Cristã, ora, qual religião que aceitaria em seu meio alguém, sem antes verificar se realmente esse pretendente entendeu os fundamentos da nova religião que pretende abraçar e que esteja disposto a abandonar antigos dogmas? Sem que isso possa em sã consciência configurar nenhum tipo de preconceito, e sim apenas diferentes ponto de vista Teológico, só isso.
 
Também eu, por postar nas mídias sociais um ensinamento bíblico que trata das abominações me expressei quanto aos sentimentos homoafetivos que podem levar ao ódio ao crime e a rejeição, sem, no entanto, incitar ninguém a isso o que não seria o papel de um Pastor, o ex Procurador Geral da República Dr. Roberto Gurgel propôs processo contra mim também com fulcro na Lei 7716/89 no seu art. 20 que não prevê preconceito contra a orientação sexual, mas o Douto Procurador justifica alegando que o termo da lei que diz preconceito engloba qualquer tipo de preconceito, o que cria sérios precedentes, pois, se alguém disser nesses mesmos termos algo sobre algum esporte de contato como as lutas “vale tudo” estarão cometendo crime depreconceito na visão daquela Autoridade.
 
Em tempos passados os estudiosos do Direito se debruçavam sobre o texto da Lei à procura de algo nas entrelinhas, entre outras particularidades, o chamado “Mens Legislatore”, ou seja, o que pensaria o legislador no momento em que elaborava seu labor, hoje pela dinâmica das comunicações e o uso do linguajar coloquial essa ciência caiu em desuso e a interpretação da Lei se faz de forma literal, e como já disse pinçar apenas uma palavra no caso “preconceito” e aplicar de forma genérica a meu ver, salvo melhor juízo, trata-se de um flagrante abuso de autoridade, por parte de quem é imbuído da Sagrada Missão de Guardião da Lei .
 
Vou apresentar um Projeto de Lei para corrigir o art 20 da Lei 7716/89, para deixar bem claro o texto que o legislador aprovou, com os tipos de preconceitos amparados e impedindo que seja usado o termo, preconceito, de forma genérica e aleatória. Com isso intimidando na clara tentativa de impedir a livre manifestação e interpretação da Palavra de Deus ministrada nos Púlpitos de nossa Pátria, com a Espada de Dãmocles pairando sob um tênue fio sobre nossas cabeças, pois a Bíblia é eivada de ensinamentos que preservam a Família, a Nação e, sobretudo a fé conservando a essência Divina com a qual nós seres humanos fomos agraciados pelo Próprio Deus.
 
Finalizo pedindo que todos brasileiros se unam numa só voz em oração para que não venhamos a assistir o que vem ocorrendo em outras partes do Mundo, com a intolerância religiosa por partes de grupos que tentam de todas as formas descristianizar o mundo tornando-o alvo fácil de dominações totalitárias, e que Deus derrame sobre todos as mais especiais bênçãos dos céus
 
MARCO FELICIANO
PASTOR E DEPUTADO FEDERAL